segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A vocação de Abraão

   Não fora uma pequena prova aquela a que foi assim submetido Abraão, nem pequeno o sacrifício que dele se exigira. Fortes laços havia para o prender ao seu país, seus parentes, seu lar. Ele, porém, não hesitou em obedecer à chamada. Não teve perguntas a fazer concernentes à terra da promessa - se o solo era fértil, e o clima saudável, se o território oferecia um ambiente agradável, e proporcionaria oportunidades para se acumularem riquezas. Deus falara, e Seu servo devia obedecer; o lugar mais feliz da Terra para ele seria aquele em que Deus quisesse que ele se achasse. 
 
    Muitos ainda são provados como o foi Abraão. Não ouvem a voz de Deus falando diretamente do Céu, mas Ele os chama pelos ensinos de Sua Palavra e acontecimentos de Sua providência. Pode ser-lhes exigido abandonarem uma carreira que promete riqueza e honra, deixarem associações agradáveis e proveitosas, e separarem-se dos parentes, para entrarem naquilo que parece ser apenas uma senda de abnegação, agruras e sacrifícios. Deus tem uma obra para eles fazerem; mas uma vida de comodidade, e a influência de amigos e parentes, embaraçariam o desenvolvimento dos traços essenciais para a sua realização. Ele os chama para fora das influências e auxílio humanos, e os leva a sentirem a necessidade de Seu auxílio, e a confiarem nEle somente, para que Ele possa revelar-Se-lhes. Quem está pronto, ao chamado da Providência, para renunciar planos acariciados e relações familiares? Quem aceitará novos deveres e entrará em campos não experimentados, fazendo a obra de Deus com um coração firme e voluntário, considerando por amor a Cristo suas perdas como ganho? Aquele que deseja fazer isto tem a fé de Abraão, e com ele partilhará daquele "peso eterno de glória mui excelente" (II Cor. 4:17), com o qual "as aflições deste tempo presente não são para comparar". Rom. 8:18. 

(Ellen G. White, Pratiarcas e Profetas)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A prova de Abraão

 Todavia, ninguém senão Deus poderia compreender quão grande era o sacrifício do pai, ao entregar seu filho à morte; Abraão não quis que ninguém, a não ser Deus, testemunhasse a cena da separação. Mandou a seus servos que ficassem atrás, dizendo: "Eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós". Gên. 22:5-8. A lenha foi posta sobre Isaque, aquele que seria oferecido; o pai tomou a faca e o fogo, e, juntos, subiram para o cume da montanha, considerando o jovem em silêncio de onde deveria vir a oferta, tão longe de apriscos e rebanhos. Finalmente falou: "Meu pai", "eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?" Oh, que prova foi esta! Quanto as carinhosas palavras - "meu pai", feriram o coração de Abraão! Ele não lhe poderia dizer por enquanto. "Deus proverá para Si o cordeiro para o holocausto, meu filho" (Gên. 22:8), disse ele. 


  No lugar indicado construíram o altar, e sobre o mesmo colocaram a lenha. Então, com voz trêmula, Abraão desvendou a seu filho a mensagem divina. Foi com terror e espanto que Isaque soube de sua sorte; mas não opôs resistência. Poderia escapar deste destino, se o houvesse preferido fazer; o ancião, ferido de pesares, exausto com as lutas daqueles três dias terríveis, não poderia ter-se oposto à vontade do vigoroso jovem. Isaque, porém, tinha sido educado desde a meninice a uma obediência pronta e confiante, e, ao ser o propósito de Deus manifesto perante ele, entregou-se com voluntária submissão. Era participante da fé de Abraão, e sentia-se honrado sendo chamado a dar a vida em oferta a Deus. Com ternura procura aliviar a dor do pai, e auxilia-lhe as mãos desfalecidas a amarrarem as cordas que o prendem ao altar. 
    E agora as últimas palavras de amor são proferidas, as últimas lágrimas derramadas, o último abraço dado. O pai levanta o cutelo para matar o filho, quando o braço subitamente lhe é detido. Um anjo de Deus chama do Céu o patriarca: "Abraão, Abraão!" Ele rapidamente responde: "Eis-me aqui". E de novo se ouve a voz: "Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não Me negaste o teu filho, o teu único". Gên. 22:11-18. 

 Então Abraão viu "um carneiro detrás dele, travado pelas suas pontas num mato", e prontamente trazendo a nova vítima, ofereceu-a "em lugar de seu filho". Em sua alegria e gratidão, Abraão deu um novo nome ao lugar sagrado - "Jeová-jire", "o Senhor proverá". Gên. 22:14. 
    No Monte Moriá Deus outra vez renovou Seu concerto, confirmando com juramento solene a bênção a Abraão e sua semente, por todas as gerações vindouras: "Por Mim mesmo, jurei, diz o Senhor: Porquanto fizeste esta ação, e não Me negaste o teu filho, o teu único, que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua semente possuirá a porta dos seus inimigos; e em tua semente serão benditas todas as nações da Terra; porquanto obedeceste à Minha voz." 

    O grande ato de fé, de Abraão, permanece como uma coluna de luz, iluminando o caminho dos servos de Deus em todos os séculos subseqüentes. Abraão não procurou esquivar-se de fazer a vontade de Deus. Durante aquela viagem de três dias, ele teve tempo suficiente para raciocinar, e para duvidar de Deus se estivesse disposto a isto. Poderia ter raciocinado que o tirar a vida a seu filho fá-lo-ia ser considerado como um homicida, um segundo Caim; que isto faria com que seu ensino fosse rejeitado e desprezado, e assim destruiria o seu poder para fazer bem a seus semelhantes. Poderia ter alegado que a idade o dispensaria da obediência. Mas o patriarca não procurou refúgio em qualquer dessas desculpas. Abraão era humano; suas paixões e afeições eram semelhantes às nossas; mas não se deteve a discutir como a promessa poderia cumprir-se caso Isaque fosse morto. Não se deteve a arrazoar com o seu coração dolorido. Sabia que Deus é justo e reto em todas as Suas reivindicações, e à risca obedeceu à ordem. 

(Ellen G. White, Patriarcas e Profetas)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A Torre de Babel

  Durante algum tempo os descendentes de Noé continuaram a habitar entre as montanhas onde a arca repousara. Aumentando o seu número, a apostasia logo determinou a divisão. Aqueles que desejavam esquecer-se de seu Criador, e lançar de si as restrições de Sua lei, sentiam um incômodo constante pelo ensino e exemplos de seus companheiros tementes a Deus; e depois de algum tempo resolveram separar-se dos adoradores de Deus. Portanto viajaram para a planície de Sinear, nas margens do rio Eufrates. Eram atraídos pela beleza do local e fertilidade do solo; e nesta planície decidiram-se a fazer sua morada. 
 
    Ali resolveram edificar uma cidade, e nela uma torre de altura tão estupenda que havia de torná-la uma maravilha do mundo. Estes empreendimentos destinavam-se a impedir que o povo se espalhasse ao longe, em colônias. Deus determinara que os homens se dispersassem pela Terra toda, para povoá-la e subjugá-la; mas estes construtores de Babel resolveram conservar unida a sua comunidade, em um corpo, e fundar uma monarquia que finalmente abrangesse a Terra inteira. Assim, a sua cidade tornar-se-ia a metrópole de um império universal; sua glória imporia a admiração e homenagem do mundo, e tornaria ilustres os fundadores. A magnificente torre, atingindo os céus, tinha por fim permanecer como um monumento do poder e sabedoria de seus construtores, perpetuando a sua fama até as últimas gerações. 
 
    Os moradores da planície de Sinear não criam no concerto de Deus de que não mais traria um dilúvio sobre a Terra. Muitos deles negavam a existência de Deus, e atribuíam o dilúvio à operação de causas naturais. Outros criam em um Ser supremo, e que fora Ele que destruíra o mundo antediluviano; e seu coração, como o de Caim, ergueu-se em rebelião contra aquele Ser. Um objetivo que tinham na construção da torre era garantir sua segurança em caso de outro dilúvio. Elevando a construção a uma altura muito maior do que a que foi atingida pelas águas do dilúvio, julgavam colocar-se fora de toda possibilidade de perigo. E, como pudessem subir à região das nuvens, esperavam certificar-se da causa do dilúvio. Todo o empreendimento destinava-se a exaltar ainda mais o orgulho dos que o projetaram, e desviar de Deus a mente das futuras gerações e levá-las à idolatria. 

    Quando a torre se completara parcialmente, parte dela foi ocupada como habitação de seus construtores; outros compartimentos, esplendidamente aparelhados e ornamentados, eram dedicados a seus ídolos. O povo regozijava-se com o seu êxito, e louvava os deuses de prata e ouro, e colocavam-se em oposição ao Governador do Céu e da Terra. Súbito sustou-se a obra que estivera avançando tão prosperamente. Anjos foram enviados para reduzir a nada o propósito dos edificadores. A torre havia alcançado uma grande altura, e era impossível aos trabalhadores no cimo comunicar-se diretamente com os que estavam na base; portanto foram estacionados homens em diferentes pontos, devendo cada um receber os pedidos de material de que se necessitava, ou outras instruções relativas à obra, e transmiti-las ao que estava imediatamente abaixo. Passando assim os avisos de um para o outro, foi confundida a língua, de modo que se pedia material de que não havia necessidade, e as instruções transmitidas eram muitas vezes o contrário das que tinham sido dadas. Seguiram-se a confusão e o desânimo. Todo o trabalho paralisou-se. Não mais podia haver harmonia ou cooperação. Os edificadores eram inteiramente incapazes de dar a razão dos estranhos mal-entendidos entre eles, e em sua raiva e decepção, censuravam uns aos outros. Terminou sua confederação em contenda e carnificina. Raios do céu, como prova do desagrado de Deus, quebraram a parte superior da torre, e a lançaram ao solo. Os homens foram levados a compenetrar-se de que há um Deus que governa nos Céus. 
 
    Até aquele tempo todos os homens falavam a mesma língua; agora, aqueles que compreendiam a fala uns dos outros, uniram-se em grupos; alguns foram para um lado, outros para outro. "O Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a Terra." Gên. 11:8. Esta dispersão foi o meio de povoar a Terra; e assim o propósito do Senhor se cumpriu pelo próprio meio que os homens haviam empregado para impedir a sua realização. 

    Mas com que perda para aqueles que se colocaram contra Deus! Era Seu propósito que, ao saírem os homens para fundarem nações nas várias partes da Terra, levassem consigo o conhecimento de Sua vontade, para que a luz da verdade pudesse resplandecer com todo o brilho às gerações que se sucedessem. Noé, o fiel pregoeiro da justiça, viveu trezentos e cinqüenta anos depois do dilúvio, e Sem quinhentos anos; e assim seus descendentes tiveram oportunidade de familiarizar-se com os mandos de Deus e a história de Seu trato para com os pais. Estavam, porém, indispostos a ouvir estas verdades, que lhes desagradavam; não tinham o desejo de conservar a Deus em seu conhecimento; e pela confusão das línguas ficaram em grande medida excluídos do intercâmbio com aqueles que lhes poderiam proporcionar luz. 

(Ellen G. White, Patriarcas e Profetas)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Tempo antes do dilúvio


O Dilúvio 

    Nos dias de Noé uma dupla maldição repousava sobre a Terra, em conseqüência da transgressão de Adão e do homicídio perpetrado por Caim. Isto, contudo, não havia grandemente modificado a face da Natureza. Existiam indícios evidentes de decadência, mas a Terra ainda era rica e bela com os dons da providência de Deus. As colinas estavam coroadas de árvores majestosas, que sustentavam os ramos carregados de frutos das trepadeiras. As planícies vastas e semelhantes a jardins estavam revestidas de verdor, e exalavam a fragrância de milhares de flores. Os frutos da Terra eram de grande variedade, e quase sem limites. As árvores sobrepujavam em tamanho, beleza e proporção perfeita, a qualquer que hoje exista; sua madeira era de belo veio e dura substância, assemelhando-se em muito à pedra, e quase tão durável como esta. Ouro, prata e pedras preciosas existiam em abundância. 
    A raça humana conservava ainda muito do seu primitivo vigor. Apenas poucas gerações se passaram desde que Adão tivera acesso à árvore que devia prolongar a vida; e a existência do homem ainda se media por séculos. Houvesse aquele povo de longa vida, com suas raras capacidades para planejar e executar, se dedicado ao serviço de Deus, e teriam feito do nome de seu Criador um louvor na Terra, e correspondido ao propósito por que Ele lhes dera a vida. Eles, porém, deixaram de fazer isto. Havia muitos gigantes, homens de grande estatura e força, afamados por sua sabedoria, hábeis ao imaginar as mais artificiosas e maravilhosas obras; sua culpa, porém, ao dar rédeas soltas à iniqüidade, estava em proporção com sua perícia e habilidade mental. 
    Deus outorgara a esses antediluvianos muitas e ricas dádivas; mas usaram a Sua generosidade para se glorificarem, e as tornaram em maldição, fixando suas afeições nos dons em vez de no Doador. Empregaram o ouro e a prata, as pedras preciosas e as madeiras finas, na construção de habitações para si, e se esforçaram por sobrepujar uns aos outros no embelezamento de suas moradas, com a mais destra mão-de-obra. Procuravam tão-somente satisfazer os desejos de seu orgulhoso coração, e folgavam em cenas de prazer e impiedade. Não desejando conservar a Deus em seu conhecimento, logo vieram a negar a Sua existência. Adoravam a Natureza em lugar do Deus da Natureza. Glorificavam o gênio humano, adoravam as obras de suas próprias mãos, e ensinavam seus filhos a curvar-se ante imagens de escultura. 
    Nos campos verdejantes, e à sombra das esplêndidas árvores, construíram os altares de seus ídolos. Bosques extensos, que conservavam a folhagem durante o ano todo, eram dedicados ao culto dos deuses falsos. A estes bosques ligavam-se belos jardins, sobrepondo-se, às suas longas e serpeantes ruas, árvores frutíferas de todos os tipos, sendo essas alamedas adornadas com estátuas, e dotadas de todas as coisas que poderiam deleitar os sentidos ou servir aos desejos pecaminosos do povo, e assim induzi-los a participar do culto idólatra. 
    Os homens excluíram a Deus de seu conhecimento, e adoraram as criaturas de sua própria imaginação; e, como resultado, se tornaram mais e mais aviltados. O salmista descreve o efeito que sobre o adorador de ídolos é produzido por tal culto. Diz ele: "Tornam-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam." Sal. 115:8. É uma lei do espírito humano que, pelo contemplar, somos transformados. O homem não se elevará acima de suas concepções sobre a verdade, pureza e santidade. Se o espírito nunca é exaltado acima do nível da humanidade, se não é pela fé elevado a contemplar a sabedoria e o amor infinitos, o homem estará constantemente a submergir mais e mais. Os adoradores de deuses falsos vestiram suas divindades com atributos e paixões humanas, e assim sua norma de caráter se degradou à semelhança da humanidade pecadora. Corromperam-se conseqüentemente. "Viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a Terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente." "A Terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a Terra de violência." Gên. 6:5 e 11. Deus dera ao homem os Seus mandamentos, como regra da vida; mas Sua lei era transgredida, e todos os pecados imagináveis foram o resultado. A impiedade do homem era franca e ousada, a justiça pisada no pó, e os clamores dos opressos chegava até o Céu. 

(Ellen G. White, Patriarcas e Profetas)

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dilúvio


    O mundo estava em sua infância; todavia a iniqüidade se tornara tão aprofundada e esparsa que Deus não mais a podia suportar; e Ele disse: "Destruirei, de sobre a face da Terra, o homem que criei". Gên. 6:7. Declarou que Seu Espírito não contenderia para sempre com a raça decaída. Se não cessassem de poluir com seus pecados o mundo e os seus ricos tesouros, Ele os eliminaria de Sua criação, e destruiria as coisas com que Se deleitara em abençoá-los; devastaria os animais do campo, e a vegetação que fornecia tão abundante provisão de alimento, e transformaria a formosa Terra em um vasto cenário de desolação e ruína. 

    Por entre a corrupção prevalecente, Matusalém, Noé, e muitos outros, trabalhavam para conservar vivo o conhecimento do verdadeiro Deus, e conter a onda dos males morais. Cento e vinte anos antes do dilúvio, o Senhor, por meio de um santo anjo declarou a Noé o Seu propósito, e ordenou-lhe construir uma arca. Enquanto construía a arca, deveria ele pregar que Deus traria um dilúvio de água sobre a Terra para destruir os ímpios. Os que cressem na mensagem, e se preparassem para aquele acontecimento pelo arrependimento e reforma de vida, encontrariam perdão, e seriam salvos. Enoque repetiu a seus filhos o que Deus lhe mostrara com relação ao dilúvio, e Matusalém e seus filhos, que viveram até alcançar a pregação de Noé, ajudaram na construção da arca.

[...]

 "Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda se não viam, temeu, e, para salvação de sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé." Heb. 11:7. Enquanto Noé estava a apregoar sua mensagem de advertência ao mundo, suas obras testificavam de sua sinceridade. Assim foi que sua fé se aperfeiçoou, e se evidenciou. Ele deu ao mundo o exemplo de crer precisamente o que Deus diz. Tudo quanto possuía, empregou na arca. Ao começar a construir aquele imenso barco em terra seca, vinham de todos os lados multidões para verem a estranha cena, e ouvir as palavras sinceras, fervorosas, do pregador original. Cada pancada desferida na arca era um testemunho para o povo. 
    
    Muitos a princípio pareceram receber a advertência; não se voltaram, todavia, para Deus, com verdadeiro arrependimento. Não estavam dispostos a renunciar seus pecados. Durante o tempo que se passou antes da vinda do dilúvio, sua fé foi provada, e não conseguiram suportar a prova. Vencidos pela incredulidade prevalecente, uniram-se afinal a seus companheiros anteriores, rejeitando a solene mensagem. Alguns ficaram profundamente convencidos, e teriam atendido às palavras de aviso; mas tantos havia para zombar e ridicularizar, que eles partilharam do mesmo espírito, resistiram aos convites da misericórdia, e logo se acharam entre os mais ousados e arrogantes escarnecedores; pois ninguém é tão descuidado e tão longe vai no pecado como aqueles que tiveram uma vez a luz, mas resistiram ao convincente Espírito de Deus.   (Patriarcas e Profetas, Ellen G. White).

      Nós também temos uma advertência ao mundo, como temos levado ela avante?

terça-feira, 16 de julho de 2013

A vida devocional do remanescente



    Firmemente Fundados em Cristo 

    A tempestade vem, a tempestade que há de provar a fé de todo homem, de que espécie é. Os crentes devem estar agora firmemente arraigados em Cristo, do contrário serão extraviados por algum aspecto do erro. Evangelismo, pág. 361. 
    Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais. O Desejado de Todas as Nações, pág. 83. 
    A única defesa contra o mal, é Cristo habitar no coração mediante a fé em Sua justiça. A menos que nos unamos vitalmente a Deus, nunca poderemos resistir aos não santificados efeitos do amor-próprio, da condescendência com nós mesmos e da tentação para pecar. Podemos deixar muitos hábitos maus, podemos por tempos separar-nos de Satanás; mas sem uma ligação vital com Deus pela entrega de nós mesmos a Ele momento a momento, seremos vencidos. Sem conhecimento pessoal com Cristo e constante comunhão achamo-nos à mercê do inimigo, e havemos afinal de fazer-lhe a vontade. O Desejado de Todas as Nações, pág. 324. 
Cristo, e Ele crucificado, eis o que deve constituir o tema de nossas meditações, de nossas conversas, e de nossas mais gratas emoções. Caminho a Cristo, págs. 103 e 104. 

    Moldados Pelo Espírito Santo 

    O coração humano não conhecerá felicidade enquanto não se submeter a ser moldado pelo Espírito de Deus. O Espírito afeiçoa a renovada alma ao modelo, Jesus Cristo. Mediante Sua influência, a inimizade para com Deus é mudada em fé e amor, e o orgulho em humildade. A alma percebe a beleza da verdade, e Cristo é honrado em excelência e perfeição de caráter. Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 150. 
    Não há um impulso de nossa natureza, nem uma faculdade do espírito ou inclinação do coração, que não necessite achar-se a todo o instante sob a direção do Espírito de Deus. Patriarcas e Profetas, pág. 421. 
    O Espírito nos ilumina as trevas, informa nossa ignorância, e ajuda-nos em nossas múltiplas necessidades. Mas a mente precisa dilatar-se constantemente para Deus. Caso seja permitido que se introduza aí o mundanismo, se não temos desejo de orar, nem desejo de comungar com Aquele que é a fonte de força e sabedoria, o Espírito não habita em nós. Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 152. 
    A Necessidade de Estudar a Bíblia 
    Nenhum coração renovado poderá ser conservado em estado de aprazibilidade sem a aplicação diária do sal da Palavra.  A graça divina deve ser diariamente recebida, do contrário homem algum permanecerá convertido. Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 213. 
    Seja a vossa fé consubstanciada pela Palavra de Deus. Agarrai firmemente o testemunho vivo da verdade. Tende fé em Cristo como Salvador pessoal. Ele tem sido e será sempre a nossa Rocha dos Séculos. Evangelismo, pág. 362. 
    Os cristãos devem estar-se preparando para aquilo que logo irá cair sobre o mundo como terrível surpresa, e esta preparação deve ser feita mediante diligente estudo da Palavra de Deus e pelo levar a vida em conformidade com o seus preceitos. Profetas e Reis, pág. 626. 
    Pessoa alguma, a não ser os que fortaleceram o espírito com as verdades da Escritura, poderá resistir no último grande conflito. O Grande Conflito, pág. 593. 
    Apenas os que forem diligentes estudantes das Escrituras e receberem o amor da verdade, estarão ao abrigo dos poderosos enganos que dominam o mundo. O Grande Conflito, pág. 625. 
    Nosso povo precisa compreender a Palavra de Deus; carecem de um conhecimento sistemático dos princípios da verdade revelada, que os habilitará para o que há de vir sobre a Terra e os impedirá de serem levados em roda por todo vento de doutrina. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 101. 

    Entesourar as Escrituras na Memória 

    Várias vezes, cada dia, preciosos e áureos momentos devem ser dedicados à oração e ao estudo das Escrituras, nem que seja para guardar na memória um só texto, a fim de que haja vida espiritual na alma. Testimonies, vol. 4, pág. 459. 
    A preciosa Palavra de Deus é a norma para a juventude que quer ser fiel ao Rei do Céu. Estudem eles as Escrituras. Entesourem na memória texto sobre texto e adquiram o conhecimento daquilo que o Senhor disse. Minha Consagração Hoje (Meditações Matinais, 1989), pág. 315. 
    Edificai um muro de passagens bíblicas ao vosso redor, e vereis que o mundo não poderá demoli-lo. Entesourai as Escrituras na memória e retrucai então a Satanás quando ele vier com as suas tentações: "Está escrito." Foi dessa maneira que nosso Senhor enfrentou as tentações de Satanás e resistiu a elas. Review and Herald, 10 de abril de 1888. 
    Pendurai as preciosas palavras de Cristo na galeria da memória. Elas devem ser muito mais apreciadas do que ouro ou prata. Testimonies, vol. 6, pág. 81. 
    Ao trabalhar, tende convosco uma Bíblia de bolso, e aproveitai toda oportunidade para entesourar na memória suas preciosas promessas. Review and Herald, 27 de abril de 1905. 
    Chegará o tempo em que muitos serão privados da Palavra escrita. Se, porém, essa Palavra é gravada na memória, ninguém poderá tirá-la de nós. Manuscript Release 760, 24. 
    Estudai a Palavra de Deus. Entesourai na memória suas preciosas promessas, para que, quando formos desprovidos de    nossas Bíblias, ainda estejamos de posse da Palavra de Deus. Manuscript Releases, vol. 10, pág. 298. 

(Ellen G. White, Eventos Finais)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Janelas da Alma



Se os seres humanos abrissem as janelas da alma em direção ao Céu, apreciando as divinas dádivas, por elas penetraria uma onda de restauradora virtude. (A ciência do Bom viver)

Regozijai-vos em Deus. Cristo é luz, e nEle não há trevas. Olhai para a luz. Acostumai-vos a contar os louvores de Deus. Tornai outros felizes. Este é vosso primeiro trabalho. Ele fortalecerá os melhores traços de caráter. Abri as janelas da alma francamente para o Céu, e deixai o sol da justiça de Cristo entrar. De manhã, ao meio-dia e à noite, vossos corações podem encher-se dos brilhantes raios da luz do Céu. Review and Herald, 7 de abril de 1904. 

As janelas da alma devem ser fechadas em direção da Terra e escancaradas para o Céu, a fim de que os brilhantes raios do Sol da justiça tenham livre acesso. A memória deve ser refrigerada por princípios bíblicos. A mente deve ser mantida clara e pura, para que possa distinguir entre o bem e o mal. Ao repetirdes a oração que Cristo ensinou a Seus discípulos, e então lutardes para respondê-la na vida diária, o Espírito Santo renovará a mente e o coração e vos dará forças para cumprir altos e santos desígnios.(Mente, caráter e personalidade, vol1)